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‘Compra do meu silêncio foi forjada’, diz Cunha

(Foto: André Dusek/Estadão)

O ex-deputado Eduardo Cunha negou ter recebido dinheiro do empresário Joesley Batista para não fazer delação e afirmou que a suposta compra do seu silêncio foi ‘forjada para derrubar o mandato do presidente Michel Temer‘. A declaração de Cunha foi em resposta a uma pergunta do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal em Brasília, no âmbito dos interrogatórios da ação penal derivada da Operação Sépsis. “Deram uma forjada e Joesley foi cúmplice e agora está pagando o preço por isso”, afirmou Cunha. A suposta compra do silêncio de Cunha apareceu pela primeira vez após divulgação do áudio da conversa gravada entre Temer e Joesley no Palácio do Jaburu, ocorrida na noite de 7 de março. Em seu acordo de colaboração, Joesley Batista disse ter efetuado pagamentos para Cunha e seu operador, Lúcio Bolonha Funaro, com o objetivo de manter os dois em silêncio na prisão. A informação embasou a abertura de investigação e posterior oferecimento de denúncia contra Temer pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot. A acusação de Janot foi barrada pela Câmara. Ainda em seu depoimento, Eduardo Cunha afirmou ter participado de um encontro entre Joesley e Michel, em 2012. A revelação de Cunha sobre a reunião foi no momento em que o juiz Vallisney de Souza elencava perguntas sobre possíveis irregularidades no aporte do FI-FGTS na empresa Eldorado Celulose, do grupo J&F. (Estadão)

Ministro diz que MEC vai apoiar formação de professores para educação de surdos

Ministro diz que MEC vai apoiar formação de professores para educação de surdos

(Foto: Divulgação)

O ministro da Educação, Mendonça Filho, afirmou hoje (6) que o Ministério da Educação (MEC) está buscando ampliar a acessibilidade e políticas de afirmação de surdos. De acordo com ele, está incluso na proposta da Base Nacional Comum Curricular, a formação de professores para surdos, com objetivo de “ter uma política pública cada vez mais inclusiva, respeitando a condição específica dos surdos ou daqueles que têm deficiência auditiva no nosso país”. Mendonça Filho comentou o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano: ʹDesafios para a Formação Educacional de Surdos no Brasilʹ. De acordo com o ministro, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), no Rio de Janeiro, é o responsável sobre as políticas públicas para surdos no âmbito do MEC e apoia a sua implementação por meio das esferas subnacionais de governo. (BNews)

‘Presidente não fica irritado’, diz Temer sobre críticas de FHC

Opresidente da República, Michel Temer, negou hoje (6), que tenha ficado irritado com o artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, intitulado “Hora de Decidir”, publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo na edição desse domingo. No texto, Fernando Henrique pede ao PSDB que desembarque do governo na convenção do partido, marcada para dezembro. “Presidente da República não fica irritado”, disse Temer, por meio de sua assessoria. “Tenho mais de 30 anos de estrada e não fico irritado nem magoado. Não fiz qualquer análise sobre esse artigo.”A informação sobre a contrariedade do presidente foi confirmada pela reportagem com dois interlocutores que conversaram com ele no domingo. Temer, porém, negou “de forma categórica” ter atribuído às ações de Fernando Henrique apenas interesses eleitorais, com o objetivo de derrotar o PMDB na disputa de 2018. O PSDB está dividido sobre o apoio ao governo e o racha ficou ainda mais evidente no último dia 25, durante a votação da segunda denúncia contra Temer, por obstrução da Justiça e organização criminosa, pelo plenário da Câmara. Na bancada tucana, 23 deputados votaram contra Temer e 21 se posicionaram pelo arquivamento da investigação.

Em seu artigo, Fernando Henrique observou que o PSDB pode apresentar “algum nome competitivo” na eleição de 2018, “mas precisa passar a limpo o passado recente”. Para o ex-presidente, os tucanos devem prosseguir no mea-culpa apresentado em agosto no programa partidário de TV, sob a orientação do senador Tasso Jereissati (CE), que comanda a sigla interinamente. Na época, o PSDB criticou o “presidencialismo de cooptação” e admitiu erros. “(…) Ou o PSDB desembarca do governo na convenção de dezembro e reafirma que continuará votando pelas reformas ou sua confusão com o peemedebismo dominante o tornará coadjuvante na briga sucessória”, escreveu Fernando Henrique no artigo. Com informações do Estadão Conteúdo.

Dados melhores da economia não estão ocorrendo por acaso, diz Dyogo

Em um vídeo transmitido pelo Twitter, o ministro do Planejamento Dyogo Oliveira, enfatizou que os dados melhores da economia não estão ocorrendo “por acaso”. “Eles são resultado de uma política econômica forte. Isso traz muita confiança para os investidores” afirmou no filme gravado em Madri, onde realiza uma série de encontros com executivos locais, potencialmente interessados em investir no Brasil. Dyogo citou que apresentou aos empresários números sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), da recuperação do mercado de trabalho, com a redução do desemprego e o aumento do número de vagas formais e também da população ocupada, e indicadores sobre a produção agrícola, da indústria e do comércio.“O que mais interessa para o investidor é ter a confiança de que o País está crescendo e vai continuar crescendo e o que eles mais esperam do Brasil é que a gente dê continuidade do trabalho de fortalecimento da economia brasileira”, citou na gravação. O ministro explicou que teve encontros com empresários de companhias que já atuam no País e de outras que são potenciais novas investidoras. “Estão agora olhando novos projetos e estudando os detalhes; pedindo informações para o governo”, relatou. Para Dyogo, as empresas perceberam que houve mudanças importantes, tanto da conjuntura como da postura do governo na condução dos temas que são de seu interesse. (Agência Brasil)